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Reprodução

Endometrite em Éguas

Endometrite em Éguas 1

Endometrite em Éguas

Endometrite em Éguas 2

 

 

Quando nos referimos à reprodução equina, as infecções uterinas estão entre os principais fatores que causam infertilidade em éguas, resultando assim em perdas econômicas consideráveis.

A endometrite constitui um estado inflamatório agudo ou crônico do endométrio (Mucosa da face interna do útero), e pode ocorrer associada ou não à uma infecção. A ocorrência de endometrite nas éguas está relacionada à alguns fatores que causam predisposição de alguns animais, tais como idade avançada, conformação perineal e histórico de perdas gestacionais. No caso da idade do animal, principalmente as multíparas, a conformação do períneo torna-se defeituosa e ocorre diminuição no tônus uterino.

Essa enfermidade pode ser dividia em endometrites, que consistem em infecções agudas ou crônicas do endométrio, e em endometrioses, que são as endometrites degenerativas crônicas, que podem ser consequentes da inflamação por tempo prolongado, número de parições, idade avançada e uso de agentes irritantes na infusão uterina. Alguns fatores intrínsecos podem favorecer o desenvolvimento de endometrite nas éguas, são eles: Período longo de cio, cérvix com baixa eficiência protetora e a ejaculação do garanhão diretamente no útero.

As barreiras protetoras naturais do útero são a vulva, vestíbulo vaginal e cérvix que impedem a entrada de sujidades no interior uterino. Então, quando essas barreiras possuem má conformação, como é o exemplo dos casos de pneumovagina, há a possibilidade da entrada de ar e contaminação do canal reprodutivo, podendo causar inflamação e dificuldade na concepção ou morte embrionária precoce. Outra forma de contaminação uterina é durante o parto, principalmente, em casos de distocias, aborto e retenção de placenta. Se essas agressões endometriais forem recorrentes, o processo de fibrose da parede uterina pode ocorrer o que reflete diretamente da fertilidade das éguas.

Existem mecanismos de defesa fisiológicos que são responsáveis por eliminar microrganismos que afetam o ambiente uterino pós-cópula ou pós-parto. Porém, há éguas em que esse mecanismo é falho, o que as torna susceptíveis. Os mecanismos de defesa podem ser classificados em físicos (Estrutura anatômica), celulares (Sistema fagocítico) e humorais (Anticorpos).  Nas éguas que possuem predisposição à endometrite crônica, a atividade de contração do miométrio é reduzida, resultando na diminuição da eliminação dos produtos da inflamação, acumulando secreções e dificultando a fagocitose, gerando a infecção persistente.

O tratamento das endometrites vai depender de diversos fatores, como da idade da égua, da gravidade do processo inflamatório e do agente etiológico. A recomendação do tratamento é feita apenas após um detalhado exame reprodutivo e análise endometrial para que se conheça o nível de comprometimento da parede uterina. Se o problema for a conformação do períneo, recomenda-se correção cirúrgica e lavagem uterina. O uso de infusão intra-uterina com antibiótico ou antibioticoterapia sistêmica são técnicas também utilizadas para o tratamento. A utilização de ciclos curtos, estimulando a fase estrogênica também é optada por alguns clínicos, associado a ocitocina que estimula a contração uterina. Nessa fase há maior resistência do epitélio, maior fluxo sanguíneo, anticorpos e capacidade fagocítica.

Como forma de prevenção, as éguas consideradas susceptíveis devem ser monitoradas em toda a estação reprodutiva, visando reduzir a possibilidade de desenvolvimento de endometrite, que gera tantos prejuízos na reprodução de eqüinos.

 

Texto por: Nathália Louise Bezerra de Brito. Estudante do 7º período de Medicina Veterinária na Universidade Federal de Campina Grande/PB

Edição e Revisão: Deivisson Ferreira Aguiar – Médico Veterinário CRMV/ES 1569 – Muniz Freire/ES

REFERÊNCIA

PIMENTEL, Cláudio et al. Doenças da reprodução: Endometrite em éguas. In: RIET-CORREA, Franklin; SCHILD, Ana Lucia; LEMOS, Ricardo. Doenças de Ruminantes e Equídeos. 3. ed. São Paulo: Fernovi Editora, 2007. Cap. 6. p. 466-475.

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1 comment

Helximar 21 de julho de 2016 at 21:06

A endometriose,afeta somente a égua,a idade para o tratamento,tem alta influência na idade do aninimal,o ttratamento começa a partir do resultados do exame,pois é necessário saber o nível daquela inflamação no útero.

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