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Parasitologia Equina

Erliquiose Monocítica Equina

Erliquiose Monocítica Equina 1

Erliquiose Monocítica Equina 2Erliquiose Monocítica Equina

A Erliquiose (ou Ehrlichiose) monocítica equina é uma enfermidade sazonal, que ocorre geralmente da primavera até o outono. Muitos animais se recuperam após tratamentos com antibióticos, mas a letalidade pode chegar a 10% ou até 30%. Essa enfermidade acomete principalmente animais que estejam nas proximidades de rios ou lagos que possuam caramujos e cercarias portadores da bactéria.
Esse tipo de erliquiose resulta da bactéria Neorickettsia risticci e ocorre no Rio Grande do Sul, sendo caracterizada principalmente por diarréia aguda. A N. risticci é um parasita intracelular obrigatório e infecta monócitos (neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos), principalmente, do epitélio do cólon.

Os sinais clínicos registrados são anorexia, letargia, febre, diarreia profusa, desidratação e também pode resultar em cólica. Em alguns casos foi notado edema subcutâneo que se estendeu da coroa do casco até a região metatársica, assim como laminite e aborto. Pode-se observar leucograma apresentando leucopenia seguida de leucocitose.
Na necropsia, as lesões macroscópicas encontradas são conteúdo aquoso e dilatação do intestino grosso e delgado. Porém, as lesões mais importantes são localizadas na mucosa do cólon maior e ceco, apresentando vermelhidão e edema, às vezes hemorragia e serosa com vasos congestos. Microscopicamente encontra-se células mononucleares (linfócitos e macrófagos) na lâmina própria e submucosa do ceco e cólon maior. Em casos mais graves há necrose epitelial e atrofia das vilosidades intestinais.
O diagnóstico pode ser feito através do laboratório, realizando cultura do agente ou ainda pela visualização no exame de imunoistoquímica ou coloração prata. As técnicas de reação de polimerase em cadeia (PCR), imunofluorescência indireta ou ELISA também são utilizadas. O tratamento deve ser sintomático, corrigindo também o desequilíbrio hidroeletrolítico e à base de antibioticoterapia. Não existe um modo profilático para a erlichiose monocítica equina, mas em outros países utiliza-se vacina inativada, protegendo por 6 meses o animal e sendo indicada sua aplicação no início da época de ocorrência dos casos.

Texto por: Nathália Louise Bezerra de Brito. Estudante do 6º período de Medicina Veterinária na Universidade Federal de Campina Grande/PB
 Edição e Revisão: Deivisson Ferreira Aguiar – Médico Veterinário CRMV/ES 1569 – Muniz Freire/ES
 

REFERÊNCIA
RIET-CORREA, Franklin et al. Doenças de Ruminantes e Equídeos. 3. ed. São Paulo: Fernovi Editora, 2007.

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