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Fases do Parto em Éguas

Fases do Parto em Éguas 1

Fases do Parto em Éguas

Fases do Parto em Éguas 2

 

O parto é conceituado por vários autores como a expulsão de um ou mais fetos do útero materno que ocorre através de diversos fatores, resultantes da ação neuro-hormonal e mecânica que ocorre no feto e na fêmea gestante. Esse fenômeno, naturalmente, pode ser divido em três fases: fase prodrômica ou preparatória, fase de dilatação e fase de expulsão.

Para que ocorra o parto, acredita-se que o feto promove a indução de uma cascata de eventos hormonais que atuarão na mãe. Esse mecanismo se inicia através do desconforto ao feto gerado dentro do útero no final da gestação que irá estimulá-lo a produzir um hormônio de liberação de corticotrofina (CRH). O CRH age sobre a hipófise, liberando hormônio adrenocorticotrófico (ATCH) e favorecendo a produção e liberação de cortisol na circulação fetal. Através da circulação fetal, o cortisol vai para a placenta até difundir-se na corrente sanguínea materna, e com esse estímulo, a concentração de estrógeno se eleva. Esse mecanismo faz com que haja liberação de prostaglandina no endométrio. A prostaglandina provoca as contrações uterinas ou pode estimular a liberação de ocitocina, que aumenta a frequência e força de contratilidade do útero.

Mais ou menos uma semana antes do parto, podemos notar a fase preparatória para o parto, pois o corpo da fêmea estará literalmente se preparando para o parto em si. Essa fase ocorre fisiologicamente no final da gestação e a égua se prepara de forma morfofuncional para o ato. Há preparação do úbere para lactação, relaxamento dos ligamentos sacro-isquiáticos e presença de um muco amarelado sendo expelido pela vulva.

Na segunda fase, denominada como fase de dilatação, a cérvix deve estar dilatada o suficiente para que o feto saia do útero, e a bolsa fetal se insinue pelo canal do parto. Para que isso ocorra, há o desencadeamento das contrações uterinas. Essas contrações também são estimuladas pela presença do feto na cérvix que irá estimular a hipófise materna a liberar ocitocina e promover as contrações endometriais. A duração dessa fase, em éguas, dura em média 2 a 4 horas. Caso o tempo seja ultrapassado, pode ser necessária a realização de intervenções obstétricas adequadas.

Na terceira e última fase, denominada fase de expulsão, pode ocorrer o rompimento da bolsa fetal, notando-se as contrações abdominais, devido ao reflexo de esvaziamento estimulado pela presença do feto no canal vaginal e expulsão do feto. Essa fase costuma durar em média 30 minutos nas éguas por fatores anatômicos que facilitam o parto em relação a outras espécies.

O conhecimento da fisiologia reprodutiva e o acompanhamento gestacional são de grande importância para que não existam perdas e prejuízos com os animais do plantel. A fisiologia do parto é um fator crucial no que diz respeito à entender o momento certo em que se deve ou não intervir com procedimentos obstétricos. Dessa forma, o acompanhamento de um médico veterinário capacitado é imprescindível.

Texto por: Nathália Louise Bezerra de Brito. Estudante do 7º período de Medicina Veterinária na Universidade Federal de Campina Grande/PB

Edição e Revisão: Deivisson Ferreira Aguiar – Médico Veterinário CRMV/ES 1569 – Muniz Freire/ES

REFERÊNCIAS

LUZ, M. R. et al. Gestação e parto em cadelas: fisiologia, diagnóstico de gestação e tratamento das distocias. Revista Brasleira de Reprodução Animal, Belo Horizonte, v. 29, n. 3/4, p.142-150, jul. 2005. Disponível em: <http://www.cbra.org.br/pages/publicacoes/rbra/download/pag 142 v29n3-4.pdf>. Acesso em: 27 jul. 2016.

Reprodução Geral nos Mamíferos Domésticos. Disponível em: <http://www.uff.br/fisiovet1/Parto%20e%20puerperio_site.pdf>. Acesso em: 27 jul. 2016.

Parto de uma égua: sequência fotográfica

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