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Probióticos usados em equinos

Probióticos usados em equinos 1

Probióticos usados em equinos

Probióticos usados em equinos 2

 

Definição:
É um aporte de micro-organismos vivos que, introduzidos na dieta alimentar, melhoram as performances zootécnicas dos animais. Através destas substâncias, é possível facilitar a absorção de nutrientes pelo animal e promover um manejo adequado.O cavalo é um animal monogástrico, com estômago pouco volumoso e intestino bem desenvolvido. O intestino delgado possui a função de digestão enzimática Os alimentos permanecem lá por 1 a 2 horas e as enzimas produzidas pelo pâncreas iniciam sua ação. No intestino grosso, onde os alimentos permanecem por 24-48 horas, a digestão dos alimentos ocorre graças à ação da população microbiana.
A perfeita atividade da flora intestinal permite uma boa utilização digestiva dos alimentos, pois a flora tem um efeito de barreira ecológica à instalação de germes (particularmente patogênicos). A boa higiene digestiva do animal dependerá também do equilíbrio da flora intestinal.

Fatores de Desequilíbrio:
As causas que levam a uma perturbação da flora intestinal são de diversas origens. Stress por: transporte, competição, em um período pós-operatório, distribuição irregular de refeições, erros alimentares na escolha de produtos com excessos protéicos e/ou desequilibrados em celulose, em períodos normais da vida das éguas como gestação e lactação.

Conseqüências do Desequilíbrio:
Queda acentuada da eficácia da dieta diária, logo com um estado geral não adequado à performance esportiva e à reprodução.
Todos estes fatores predispõem o cavalo aos desequilíbrios de sua flora intestinal. Estes desequilíbrios, chamados dismicrobismo, poderão causar patologias digestivas que podem levar o animal à morte.
A mais conhecida destas patologias é a síndrome cólica, uma das maiores causas de mortalidade dos cavalos.
Além da síndrome cólica, este dismicrobismo predispõe o cavalo a quadros de Laminite (aguamento), patologia extremamente grave e que pode ser prevenida com um manejo adequado.
O probiótico atua contra os desequilíbrios da flora intestinal. Graças à sua ação biorreguladora, ele permite encobrir os desequilíbrios, preservando assim suas funções essenciais de maneira geral e a saúde do cavalo.

Mas para que um probiótico possa ter uma ação efetiva, e ser chamado de probiótico, ele deve possuir características particulares:
– ser cultura viva (pode ser bactéria ou levedura);
– estar em alta concentração;
– ser oferecido em aporte contínuo (ininterruptamente);
– ser resistente às enzimas digestivas e ao pH do estômago;
– ser competitivo em relação aos germes digestivos.
O que se procura quando se administra um probiótico ao animal é melhorar a eficácia alimentar através do aumento da atividade enzimática e aumentando a digestibilidade das fibras.
Além disso, espera-se uma melhora no estado de saúde do animal, pois há uma elevação das defesas imunitárias com uma diminuição da ação dos germes patogênicos.

Vantagens do Uso de Probióticos:
Efeito Sanitário: Os cavalos apresentam uma melhora do estado geral (aspecto do pêlo, qualidade dos cascos, etc.) e sobretudo uma queda significativa dos problemas digestivos.
Efeito Nutricional: Prevenindo e estabilizando os desequilíbrios da flora microbiana do organismo, o probiótico reforça as defesas imunitárias naturais, otimiza o aproveitamento da alimentação e reduz os problemas da digestão. De fato, obteve-se uma melhor cobertura das necessidades e uma segurança muito grande por limitar os efeitos das transições alimentares ou do stress.
Nas Éguas: um aporte regular de alimento suplementado com Probiótico permite assegurar uma melhor lactação. As dietas diárias são melhores valorizadas e as éguas não perdem peso de modo excessivo após o parto e apresentam uma melhor qualidade leiteira com aumento dos níveis dos elementos nutritivos e minerais do leite. Devemos nos lembrar que uma égua, com um potro de 45-50 kg de peso ao nascer, deverá produzir diariamente de 16 a 18 litros de leite. A produção leiteira melhora qualitativamente e quantitativamente, o que permite ao criador obter potros mais robustos e resistentes.

Autor: André Galvão Cintra, Médico Veterinário CRMV SP 6765

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