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Anestesiologia

Anestesia Geral em Equinos

Anestesia Geral em Equinos 1

Anestesia Geral em Equinos

 

Anestesia Geral em Equinos 2

 

A anestesia em equinos teve seu primeiro relato em 1847 e, ainda hoje, está em crescente expansão na Medicina Veterinária.

A espécie Equina apresenta algumas particularidades importantes quando se pensa em procedimentos anestésicos, no qual é necessário o decúbito lateral ou dorsal desse paciente.

Fatores como tamanho, peso, comportamento, características anatômicas e fisiológicas devem ser levadas em consideração quando anestesiado, pois os equinos possuem topografia anatômica diferenciada. Quando submetidos ao decúbito dorsal na anestesia, existe uma compressão das vísceras abdominais sobre a caixa torácica, fazendo com que o trabalho respiratório seja elevado, gerando consequente diminuição do retorno venoso da veia cava caudal, e causando uma queda do volume sistólico e diminuição do débito cardíaco.

Quando submetido a decúbito lateral, muitos outros fatores devem ser considerados, pois ocorre perda de aproximadamente 50% da sua capacidade pulmonar, decorrente do aumento da pressão da caixa torácica.

Com todos os fatores e particularidades relacionados à decúbito e características anatômicas, a taxa de mortalidade de equinos submetidos à anestesia é relativamente elevada.

De acordo com a literatura atual, taxas de 7,9% de óbitos podem ocorrer em equinos com cólica submetidos a procedimentos anestésicos. Nesse contexto, deve-se levar em conta a indução anestésica de forma precipitada nesses pacientes com importante alteração hemodinâmica sem estabilização prévia. Já em cirurgias eletivas, a taxa de mortalidade representa aproximadamente 0,9%, e dentre as causas de morte relacionadas à anestesia, cita-se a depressão cardiovascular, fraturas na recuperação anestésica e miopatia pós-anestésica recorrentes de hipotensão arterial não tratada no trans-cirúrgico ou posicionamento incorreto na mesa cirúrgica.

O anestesista veterinário é capaz de conseguir minimizar esses riscos relacionados à anestesia e estabilização pré-cirúrgica, tratar a dor desses animais, monitorar os parâmetros vitais durante o procedimento, além de estabelecer um planejamento da anestesia de acordo com a condição do paciente.

Os recursos para se submeter um animal a um procedimento anestésico-cirúrgico de forma viável e tecnicamente perfeita é possível através da integração entre as especialidades de clínica, cirurgia e anestesia, proporcionando a adoção de decisões rápidas e efetivas, obtendo menor tempo de tratamento pós operatório com consequente alta hospitalar.

A anestesia para a realização dos diversos procedimentos na espécie equina deve ser sempre realizada por profissional capacitado, especializado e atualizado na área da anestesia, uma vez que essa espécie possui particularidades, e o conhecimento desses detalhes somado ao conhecimento dos diferentes fármacos fará diferença na condução do procedimento, bem estar e recuperação do animal.

Texto por: Francisco Mello Neto Médico Veterinário- CRMV-SP 31618

Edição e Revisão por: Deivisson Ferreira Aguiar, Médico Veterinário – Muniz Freire/ES.

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