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Resultados surpreendentes sobre a rara condição navicular

Resultados surpreendentes sobre a rara condição navicular

Resultados surpreendentes sobre a rara condição navicular

 

Estudos recentes sugerem que uma malformação rara do osso navicular – que muitas vezes resulta em claudicação crônica – é congênita e não relacionada a desgaste ou lesão.

Pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, e da Universidade de Ghent, na Bélgica, publicaram recentemente um documento relatando três casos em que o osso navicular é composto de duas porções (bipartida) ou três (tripartida), em vez de uma estrutura única, que é a normalmente encontrada nos equinos.

As porções são delineadas por defeitos no osso, cobertas por cartilagem lisa, e variam de separação parcial à total, sendo os fragmentos conectadas apenas por tecido fibroso. Em cada caso, a formação incomum foi detectada através de exame radiográfico realizado para investigar a origem de claudicação crônica nos animais.

Essas anormalidades são frequentemente confundidas com fraturas ou outras lesões, mas de acordo com Willem Back, DVM, PhD, DECVS, elas estão presentes no animal desde o nascimento: “Cerca de 100 dias de gestação, o osso navicular ainda é composto de cartilagem, enquanto que aos 3 a 4 meses de idade, o osso começa a ficar totalmente ossificado.

Acreditamos que durante o processo de transformação da cartilagem em osso, a divisão do osso navicular se desenvolve a partir de uma perturbação da vascularização local.”

Comprovando a teoria de Back está o fato de que a divisão geralmente se desenvolve em dois locais específicos, um terço da largura do osso de cada extremidade, onde os grupos de vasos que irrigam a área convergem.

Resultados surpreendentes sobre a rara condição navicular 1

Ainda de acordo com Back estas divisões enfraquecem o osso navicular, tornando-o suscetível à sobrecarga à medida que o cavalo cresce e inicia sua vida de trabalho.

Em resposta ao estresse, o osso pode desenvolver cistos à medida que as áreas danificadas começam a se degradar. Essas mudanças podem inicialmente não ser detectadas, mas eventualmente resultam em algum grau de claudicação.

Achamos que esses cavalos desenvolvem claudicação quando há mudanças estruturais e degenerativas que se tornam aparentes no osso ”, diz Back. “Nos casos de formação mais avançada de cisto, provavelmente isso resultará em claudicação crônica”.

Ele acrescenta, no entanto, que se a condição for descoberta antes que o cavalo apresente claudicação, há maneiras de tentar preservar a integridade, com uso de uma terapia medicamentosa conservadora – inicialmente usando AINEs, além de regime restrito de exercícios, o que não não melhora muito o prognóstico, que é desfavorável.

Uma intervenção cirúrgica, como uma neurotomia, não é aconselhável, pois isso aceleraria a formação de cistos e aumentaria a chance do cavalo desenvolver fraturas patologias secundárias no osso navicular.

 

Referência: “Achados clínico-patológicos em cavalos com osso navicular bi ou tripartido”, BMC Veterinary Research, abril de 2016.

Texto original: MICK MCCLUSKEY, BVSC, MACVSCUPADO: 10 de março DE 2017; original: 25 de agosto de 2016.Publicado na edição EQUUS # 468, de setembro de 2016.

Texto Traduzido e adaptado: Maria Inês Frank, acadêmica do 7º semestre do curso de Medicina Veterrinária da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM.

 

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